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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Hell's Angel - 5

Terceiro e último prólogo para 24 Horas Para o Fim do Mundo

em que John Le Man
é obrigado a desviar sua atenção
das pernas de sua nova musa
para uma foto misteriosa
e questionar sua capacidade de
interpretação da arte pós-moderna
vomitando novamente no carpete
do hotel

- Você vai me ajudar a encontrar isto daqui, John...
- Aeon, linda, eu não entendo de nada dessas coisas de arte contemporânea nem quando tô sóbrio, imagina se...
Minha avó já me avisava, sempre sem parar, que eu só ia dar vexame nesta vida. Será que ela não quer tomar um banho comigo depois desta?
Nah, eu me cansei de perguntar as coisas pra você, cê só fica quieta aí no céu e nunca que me responde quando eu preciso. Só serve pra me falar da merda do fim do mundo.
Vai à merda antes que eu me esqueça.
Maldito saquê. Eu vou dormir sozinho hoje.
A cama tá macia e molhada de mijo.

doutrolado e adiante - 2

Segundo prólogo para 24 Horas Para o Fim do Mundo

em que ChIP,
finalmente entrando
em contato direto com a menina
em São Francisco, descobre que seu destino
é ainda mais cruel do que ele imaginara a princípio

O que ela vê é o que eu vejo. O que ela sente é o que eu sinto.
O tempo que eu demorei pra localizar a fonte do sinal, pra triangular a área e encontrar este quarto imundo. E a consciência de que eu só tô aqui, com ela, porque ela quer.
E não é nenhuma surpresa que a menina quer dar o fora. O que eles tão fazendo com ela aqui é pior do que eu seria capaz de imaginar. É mais perverso do que o que fazem com os frangos na Sadia pra eles virarem Chester Perdigão.
Exatamente aquilo que ela tá vendo, neste exato momento, é o que eu tô vendo. Eu não posso virar a cara, não posso tirar a vista. Nem ela.
É um snuff. Tão fazendo a menina ver uma merda duma execução filmada. E a câmera é ela.
Ela não pode nem chorar, porque as lágrimas iriam tapar a tela. Então ela se segura e engole o choro, reza pra tudo dar certo.
Exatamente o que ela tá sentindo, eu sinto.
Eu sou a última esperança dela. E eu rezo, puta merda, cara, pra ela não estar compartilhando das minhas emoções agora - senão ela acaba de descobrir que, até onde eu saiba, de todas do mundo, ela é a causa perdida número um.
O sangue espirra nela e eu sinto o gosto na minha boca que eu nem tenho mais.
Eu tenho que tirar ela de lá. Eu vou tirar ela de lá nem que me custe a vida.
Te prometo que te tiro daí, Lucy.

Eddy Você, o único, em... Mind Blowing (Cabeças Vão Rolar) - 3

Primeiro prólogo para 24 Horas Para o Fim do Mundo

em que Eddy Você,
ao despertar de uma cirurgia inesperada,
se torna consciente de um maléfico implante
em sua testa que o deixa à mercê
de seu maior inimigo

Acordei debaixo de luzes esverdeadas, sobre uma mesa de cirurgia de aparência mais inóspita que o nariz do Michael Jackson.
- Cê é um filha da puta de sorte!
Três lentes consecutivas por cima de um par de olhos chineses apertados. Sorriso amarelado com cheiro de café e pastilhas Valda. Uma pequena protuberância no queixo recheada com uma ruga notória e enojante. Eu estava defronte ao Chiba, mais renomado cirurgião reconstituidor do mercado negro. As coceiras por toda parte do meu corpo me avisavam: eu tinha passado por uma imensa cirurgia, ele tinha me salvado dos frangalhos.
- Quando cê chegou aqui, veio o que sobrou do corpo num balde, uns fluidos no outro e (acende um cigarro mentolado de terceira) um terço do seu cérebro - carbonizado. O que eu fiz com você foi uma obra-de-arte.
- Quem te pagou por tudo isso? Como eu vim parar aqui?
- Ah, foi o mesmo pessoal que me avisou pra te acordar só pra te mostrar isto aqui: o controle do chip que tá na sua testa. Assim que eu apertar, você faz exatamente o que eles mandarem, nada mais, nada menos. Tente se manter vivo da próxima vez, sua bichinha nojenta!
Clic.

Cenas dos Episódios Anteriores

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Hora de propagandear

Espalhe para os seus amigos!


A contagem regressiva começou!!!


Muitas emoções esperam por você em...

24 Horas Para o Fim do Mundo!!!

A Maliciosa Conspiração da Coca de Máquina! - Final

Vazia. A porra da base tá vazia. Alguém lá embaixo avisou que eu tava chegando.
Esvazio todo o carregamento de neon só pra garantir, deixo ele vazando lá e vou até onde, se minha memória não falha (eu olhei a porcaria dos arquivos dos dois lá embaixo só uma vez antes de vir parar aqui, e eles não me deixaram olhar de novo, disseram que era só deixar o neon vazar e dar o fora), fica a central deles.
Atenção. A sequência de auto-destruição desta estação foi ativada. Vamos estar nos auto-destruindo (putamerda! gerundismo até aqui!) em menos de quatro minutos. Muito obrigado pela compreensão, boa noite e boa sorte!


Tá, a coisa tá ficando feia. Melhor eu me preparar pro pior. Mas mesmo assim, não custa nada tentar descobrir quem me dedurou lá embaixo. Não tenho motivos pra acreditar que eles não tenham aberto todo o jogo, e eu tenho que saber o que exatamente esses putos tão sabendo de mim. Não gostei nem um pouco do que rolou com o Eddy lá embaixo - aquilo tem cheiro de experimento militar secreto do tipo que dá merda, e eu não quero que chova cocô na minha cabeça.
Faz séculos que eu não uso a palavra cocô.
Atenção! A sequência de auto-destruição desta estação foi ativada. Vamos estar nos auto-destruindo em menos de três minutos. Muito obrigado pela compreensão, boa noite e boa sorte!
Se você não entendeu o teor desta mensagem, entre em contato com nossa central no Setor 3, Ala B5.








É, eu tô no caminho certo.
Chego na sala e vejo o computador, logo do lado da janela que dá pro planeta Terra. Tudo aqui tá com cheiro de instalação secreta norte-americana.
Eu mal encosto no teclado e um vídeo me mostra que, não sei quando, a base entrou em contato com um asteróide aparentemente inofensivo. Só que ele tava infectado de xenomorfos krakenistas.
Atenção! A sequência de auo-destruição desta estação militar foi ativada. Vamos estar nos auto-destruindo em menos de dois minutos. Muito obrigado pela compreensão, boa noite e boa sorte!
Se você ainda não se decidiu a abandonar esta base, favor reconsiderar. Isto não é um exercício - repito, não é um exercício.
Eu junto as peças e entendo todo o jogo. É deste lugar aqui que a putinha da Jenny Sparks tava me falando quando ela encheu a cara e tentou dar pra mim. Esta aqui é a antiga base duma força operacional qualquer que ninguém se lembra que a ONU mantinha. Os safados deixaram a infecção se alastrar e








Tem algo de muito errado acontecendo lá embaixo. Muito, muito errado. Mais errado do que o Marcelo Camelo comendo a menininha lá, mais errado do que a Beyonce estar cotada pra ser a Mulher Maravilha no cinema, pior do que aquele pedacinho de carne enroscado na gengiva sangrando que sua língua mal alcança logo no começo do churrasco e você não apenas esqueceu o fio dental, a escova e não acha palito de dente, como sua namorada tá querendo te beijar e subir pro quarto escondido. Junta tudo isso e mais o Michael Jackson recém convertido à sua nonagésima segunda religião, e é mais ou menos o tamanho da merda que tá rolando lá embaixo.
Se meus olhos não me enganam...
Atenção! A sequência de auto-destruição desta estação foi ativada. Vamos estar nos auto-destruindo em menos de um minuto. Muito obrigado pela compreensão, boa noite e boa sorte!
Melhor dar o fora, otário.
Fica a dica!

...Só pode ser isso mesmo...
- !!Todas ogivas nucleares foram ativadas ao mesmo tempo!! -
Fico uns dez segundos paralisado, pensando no que devo fazer em seguida. Eu queria que o ChIP tivesse me ajudando agora. Mas, é verdade, a essa hora, onde quer que ele esteja, ele deve ter sido consumido pelo fogo atômico. Eu vou precisar me virar sozinho. Pensar bem, bem rápido.
Vôo com os dedos pelo teclado, invado os sistemas com todas as senhas que memorizei dos arquivos confidenciais daqueles dois putos dos Arquivos Xs. Se eu não soubesse que eles tavam carbonizados a essa altura, eu jurava descer lá só pra enfiar a cara deles pra dentro do cérebro.
Quarenta e cinco segundos para a auto-destruição...
Globo, a gente se vê por aqui!

Vai logo! Vai logo! O sistema deve estar sobrecarregado... Vai, vai!
Protocolo Doomsday Machine. Deve ser essa porcaria que tá rolando lá embaixo. Sem piscar, eu dou o comando e passo cada uma das telas referentes ao projeto em milésimos de segundo pela tela.
As bombas continuam estourando, a atmosfera completamente destruída pela radiação.



Trinta segundos para a auto-destruição...
Rider, dê férias para os seus pés!

Vamos lá, não me deixa na mão agora! É a vez de tu me mostrar tudo que eles sabem sobre mim, cada porcaria que eles foram capazes de descobrir sobre o meu passado!
Vai logo... Vai logo...
A temperatura da base toda tá subindo, o suor escorre por cara um dos meus poros. Será que sobrou alguma ducha pra eu me lavar lá embaixo?
Tudo. Os filhas da puta tão sabendo de tudo. O país inteiro tá atrás de mim desde... Aqueles putos me enganaram! Eles sabiam desde o começo!
|[{(CRRRRRRRR.....(ack)




Vinte segundos para a auto-destruição..
.

Dolly Guaraná, o sabor brasileiro!
Tá, me mostra o mapa da base, só mais isso. Só me mostra mais o mapa da porcaria da base. Vai lá, só mais isso, só mais
Quinze segundos para a auto-destruição...







Os próximos quinze segundos são um oferecimento: Parma. P
resunto Parma, presunto de verdade!
Vejo o mapa e corro. Fica do outro lado da base. Uma última olhada pra como a coisa tá lá embaixo.
Eu vou consertar tudo num instante. Eles não perdem por esperar...
(trilha sonora do Bourne pulando pelos telhados)
Corro mais do que jamais corri na minha vida.







Dez segundos para a auto-destruição...
Para amenizar o terror dos próximos segundos, estaremos tocando um grande hit de Enya.
Feliz morte!
(ameno... ameno-dori... ameno-dori-nê...)
Correndo contra o tempo escutando um genérico de Enya com toques de solo de heavy metal melódico e mensagens subliminares ao demônio à beira da morte com o planeta Terra completamente devastado pelas bombas nucleares! Acho que nunca na minha vida eu estive numa situação pior!






CUT TO





Acordo, viro na cama, e ela já tá falando com aquele vozeirão dela.
- I'm good, like, they wanted to send me to rehab, and i was like... no, no, no
Estropiada. Amy Winehouse na minha cama.
Corto os pulsos e corro pela casa fazendo a dança do filme do moleque do De Volta Para o Futuro que ele é um lobisomem.





DE VORTA



É, já estive pior.
CINCO...
Atravesso a porta em direção aos
QUATRO...
tanques de oxigênio e ato eles
TRÊS...
às minhas costas enquanto
DOIS...
ajusto o traje DSD3.7 pra porrada
UM...
e me jogo contra a parede da base cobrindo o rosto e







(vácuo)
(atrás de mim, a base inteira se desfaz)
(é o fim da conspiração contra a coca)
(hora de voltar no tempo à força)
(eu arranco os lacres de proteção dos tanques de oxigênio, eles me impulsionam na direção da Terra)
(dirigindo os jatos, vou fazendo a curva suavemente, numa velocidade cada vez maior, cada vez maior, cada vez maior, cada vez maior...



>clarão<






Eu aposto que nem o Super Homem já fez isso fora dos filmes.
Olho pro relógio.
Faltam...

24 HORAS PARA O FIM DO MUNDO!!!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Cena 9 - externa - escritório - madrugada
Pausa, que agora vou falar da vida.
(esculpindotempo)
Preciso beber mais e passar menos madrugadas insones.

.
começo a cogitar alguma lógica
eu ainda vou vomitar
bastante
mas chego lá

Mal posso esperar pelas histórias das meninas.


Se serve de confissão, porque deve servir pra alguma coisa, eu acho que nasci pra contar histórias. Meu maior medo é não vivê-las.

Hell's Angel - 4

- Esta porra aqui é o fim do mundo!
Tento me levantar me apoiando na mesa e caio. Dedo em riste, fico de pé.
- Eu demando falar com meu advogado!
Do meio dos de terno atrás de mim, um deles limpa a garganta.
- Eu estou aqui, John.
- E é pra isso que eu te pago o olho da cara, seu safado?! Cê sabe que tu ganha mais que minha ex-mulher?
- Sim, John, eu sei. Fui eu que fiz com que fosse assim.
- Cê pensa que eu não sei que tu anda comendo ela, não, seu pilantra?! Eu vou acabar com a sua ra.
O carpete tá sujo de vômito. Alguém deve ter passado mal. Do nada, eu saio correndo da sala, me jogo contra a porta, grito pela minha mãe, trombo num cara ainda mais bêbado que eu.
- Bruce, corre, porra! Eles vão te MATÁ!
- Imagina. E o Super-Homem, vai se mudar do planeta Terra?
Alguém me pega sem o menor esforço, aponta uma arma contra minha têmpora - e eu fico doido de feliz de conseguir pensar em "têmpora" no estado que eu tô. Devo tá sorrindo que nem um idiota.
- Se alguém mais der um único passo, eu acabo com este aqui agora mesmo!
É a gostosona que eu vi agora pouco. Eu tento me esfregar de leve nos peitinhos dela, até consigo, mas ela me dá um chega pra lá. Tô sem medo, a anja me fala que tá tudo bem, que faz parte dos planos deles. Que seja o que deus quiser.
Ela dá um jeito em todos aqueles caras como se não fosse nada. Hordas do inferno, porra, eu fico me lembrando.


Ares de Tóquio contra o cabelo. Carro em alta velocidade. Puta merda, ela tá fugindo e me arrastando junto. Atirando pra trás, dirigindo ao mesmo tempo. Os olhinhos puxados não devem ter visto tanta ação assim desde o lance com os tanques na praça lá.
Qual é seu nome? ela me pergunta.
Djõwnn é o que sai no meio da minha baba de bêbado.
Aeon. Ela me diz que o nome dela é Aeon.
Eu acho que eu tô apaixonado.
É o fim do mundo! eu grito pra ela. E ela sorri arrumando os cabelos negros, aqueles dentes perfeitos, o melhor sorriso do mundo, atirando pra trás e dirigindo ao mesmo tempo.
É.


Tô apaixonado mesmo.
Eu sonhei com você ela me diz. Diz que eu, você pra ela, vou ajudar a recuperar a filha dela de algum lugar.
Tudo bem, com você eu vou pra qualquer lugar, meu anjo.
(sem ofensas, mas cê me entende que ela merece, né?)
Uma curva e eu seguro meu estômago pra dentro, não quero estragar o carro dela.
Posso te dar um beijo na boca?
Não. Deve ser o bafo. Saquê é o inferno.
Tem alguma coisa errada com o tempo. Dá pra sentir nos meus culhões.
É a minha sina agora, baby, merda, eu sou um profeta!
Eu rio até os dentes quase pularem pra fora, sinto os cacos da minha mandíbula rangendo.
Tô vivão






terça-feira, 18 de novembro de 2008

vozes internas

Cena 8 - interna - bunker - madrugada nuclear
Parece o fim de tudo, não?
Bem, até parece.
Senão, onde ia parar a diversão?
(nem rolou ten female to each man, puta desapontamento da porra)


E não se esqueçam, crianças, não tentem fazer isso em casa!



Adquira agora mesmo, na banca mais próxima, seu exemplar do primeiro volume do curso em vídeo...
Sendo o Próximo Elviro Prezo!!!


a merda bate no fã (it's the end of the world as we know it and i feel fine)





























...

















A Maliciosa Conspiração da Coca de Máquina! - 13


Assim que eu percebo que a nave tá indo no trajeto certo, eu boto o cd do Dream Theater pra tocar e fico lá ouvindo, parado, de frente pro vidro. Nada melhor pra se preparar pruma coisa difícil do que arranjar outra ainda mais difícil pra fazer.
Parece que meus olhos tão me enganando, mas eu sei que não é mentira, que é a verdade: as estrelas estão se aproximando cada vez mais... Cada vez mais...



Eu saio correndo em direção do vidro
torcendo pro traje DSD3.7. não ser de brinquedo nem ter defeito de fabricação, pra ele ser capaz de segurar o tranco que ele foi projetado pra aguentar
correndo mais
boto o capacete
aperto as travas de segurança
no canto do visor o meu estoque de oxigênio
do outro o estoque do tubo de neon
correndo mais
as estrelas se aproximando
a qualquer segundo agora
estrelas
(isto aqui me lembra o fundo do mar não sei)
correndo
pulo
e perco o contato com o chão
estrelas muito perto
desfocadas
no ar
explosão









A nave bate em cheio contra a barreira escondida atrás da projeção estelar de defesa de alta-definição (Philips, nossos japoneses são mais japoneses do que os chineses da concorrência), cacos de vidro batendo contra meu visor
e eu atravesso a barreira, impulsionado, rumo ao infinito e adiante, a inércia me carregando até a base estelar dos putos dos krakenistas xenomorfos












Scully: Pense melhor no que está fazendo, Elviro!
Elviro: Eles não podem continuar estragando milhões de litros de coca cola com seu esperma alienígena - isso é errado!
Mulder: Ele está certo, Scully. Talvez Elviro seja nossa única esperança de acabar com esse plano maléfico.
Tasquei um beijo na boca da ruiva. Com meus super-sentidos, pude perceber o aroma da umidade que invadia sua calcinha.
Elviro (para Mulder, piscando e apontando): See you later, alligator.








Horas depois, na Base Secreta:

Mulder: Scully, acabamos de receber a confirmação! As fábricas de coca cola tomadas pelos krakenistas xenomorfos foram desativadas.
Scully: E se der tudo certo, se Elviro conseguir conter a infestação da Ninhada na Base Secreta Interestelar S.T.O.R.M.Watch?
Mulder: Então temos que torcer para que ele morra na explosão que auto-destruirá o lugar sem que ele fique sabendo antes.
Scully: É isso ou...
Mulder: Teremos de capturá-lo, com vida, em nome do Governo dos Estados Unidos da América!
(silêncio)
Mulder:... Isso, é claro, se ele não tiver tempo o bastante para perceber que, antes da invasão da Ninhada, aquela era originalmente uma base militar de altíssima segurança, comandada pelo Conselho de Segurança da ONU. Nesse caso, talvez ele...
Scully: Entre em nossos dados através daquela central e descubra que nós já sabemos sua verdadeira identidade e o que ele fez?
Mulder: Sim.
Scully: Seria tão difícil assim deixar ele aniquilar a raça desses alienígenas asquerosos conforme o plano que ele nos deixou? Nós poderíamos simplesmente não trazer ele de volta com nossa máquina de teletransporte.
Mulder: Scully, não se esqueça... Esta é apenas uma operação de retaliação, não podemos ameaçar a quebra do Contrato Interestelar de Paz entre os Krakenistas Xenomorfos e a Raça Humana!
Scully: Mas, Mulder...
Mulder: Você está mais envolvida emocionalmente do que deveria, agente!
(sai batendo a porta, nervosinho e com inveja)







Uma puta confusão de lasers e explosões depois, e eu tô dentro. Como roubar doce de criança depois de espancar o pai dela na frente dela e contar histórias da época de Stálin do que eles faziam com pequenas criancinhas comunistinhas mal-educadas.
Logo eu avisto o primeiro sistema de segurança do lugar.
É, pelo menos eles têm senso de humor, os bastardos.









Cóianiscatsi...


Enquanto isso, na Base Secreta:


Philip Jeffries, vulgo Bowie (em transe, no contraluz, com os olhos virados): E tem início...
Mulder: PUTA MERDA, QUE FOI AQ...............................


Consciência Social e Educação


Crianças, não brinquem com violência...


Violência apenas propaga mais violência...


...e raiva!!!



Diário Pulp, mantendo seu autor longe da imundície da pornografia e dos jogos de flash!

domingo, 16 de novembro de 2008

Eddy Você, o único, em... Mind Blowing (Cabeças Vão Rolar) - 2





Tentando passar despercebido, apesar de minha aparência exuberante e atlética, obviamente mais sensual do que se costuma ver por aí, eu adentrei o prédio da Bienal. Que horror, cada tipinho, um mais artístico do que o outro. E os turistas, que raça mais inadequada pra qualquer hora ou qualquer lugar. De onde saem tantas senhoras que adoram andar em grupos? Vão pro cinema, criaturas, lá pelo menos as outras pessoas têm o direito de mandar vocês calarem as bocas!

- It's him!!!






O idiota estava chamando toda atenção para si, não tinha como imaginar uma execução mais pública do que aquela. Tanto tempo correndo atrás da sombra dele, tentando fazê-lo entender que o jogo no qual ele se meteu não é nem um pouco simples... Enquanto isso, os agentes do FBI cercavam o prédio, fechando todo o perímetro ao redor de nós dois. Eu sabia que não devia ter aceitado esse trabalho maldito. Isso que dá ser amigo de gente que nem a Zilda, tão sem consideração por qualquer outro ser humano (a não ser, aparentemente, por esse assassino de terceira que adora chocar a opinião pública).
- Stop this man!
A cabeça de todos agentes escondidos na multidão pulsando com mais força, sangue vazando lentamente dos pequenos vazos que alimentam seus cérebros. Coisa de criança. Mesmo assim, no meu estado, eu precisava de mais atenção para causar aquilo do que eu planejara de início.
- S-stop that man! He-he's the man who... Killed Kennedy!!!


Perdi meu fôlego por um instante, o bastante para que eles voltassem à ação. Era hora de ir embora, eles em breve estariam procurando pelo scanner que fizera aquilo, e eu não estava em condições de enfrentar tanta gente de uma vez só. Não sem antes entender melhor o que estava acontecendo. E eu, definitivamente, não estava recebendo bem o bastante para aquilo.
Corri. Quem diabos é realmente Elviro Prezo?
Atrás de mim, gritos, correria. O que quer que ele tinha dentro de sua cabeça, agora tinha saído, estava fora de controle novamente.

Você não me conhece, mas eu sei quem você é. Preciso da sua ajuda.

Quem é você, como conseguiu entrar na minha cabeça?

Não posso dar maiores detalhes agora, cara, mas cê precisa me ajudar, e logo! O Elviro não pode ficar assim, eu não posso perder o rastro dele, nós dois temos que dar um jeito de controlar ele, de trazer ele de volta.

Do que você está falando? Por que eu deveria acreditar em um desconhecido que tem a ousadia de invadir a minha mente?

Cara, confia em mim, tudo isso que cê acha que sabe, bem, isso aí não é nada, é só um rascunho do que tá rolando de verdade. O pessoal do Ephemerol? Eles são só uma das partes do jogo. E só tem uma pessoa que pode botar um fim nisso tudo: o Elviro.

Então eu não tenho motivo algum para me meter nos assuntos dele. Nem nos seus. Você só está ileso ainda porque não consegui detectar de onde você está emitindo, mas logo que souber, eu recomendaria todo cuidado possível. Eu não ando brincando mais hoje em dia, querido.

Os Marretas, porra.


Que tem eles?


Se tu me ajudar, vai saber tudo que tem pra saber sobre eles.


Essa é a sua oferta?


Caralho, cara, eu tô te oferecendo toda a verdade atrás dos Muppets, que mais cê quer? Minha falecida mãe andróide?


Curiosidade é uma coisinha desprezível mesmo.



A Maliciosa Conspiração da Coca de Máquina! - 12


Eu entendia a Bienal melhor quando eles enchiam isso aqui de coisas que eu não entendia. Vou atrás do tal peladão que meu cliente pediu pra apagar. Eu tava tão cansado que tinha certeza que faria algo conceitual com o cara só pra passar o tempo.






Dei de cara com um folgadão, jogado num sofá com propaganda das Casas Bahia, um televisor de plasma maior que a minha cama, chinelos Havaianas (as legítimas), comendo produtos naturais da linha Taeq e por aí vai.
- Tu que é o tal do Maurício Ianês?
- Sim, sou eu mesmo?
- Cê não devia estar andando peladão por aí, em nome da sua arte?
- Rapaz, isto aqui que eu estou fazendo é minha obra. Por isso, saia da frente da tevê que está quase na hora do Rebelde Way - essa versão portuguesa de RBD é simplesmente o que há.
Vi na mesma hora que aquilo já tinha ido longe demais.
- Vem cá que eu agora vou te mostrar o que é "em vivo contato".







Foi o happening do dia. Nem se a Xuxa tivesse aparecido lá as pessoas teriam gostado mais. Levantei o cara sem o menor esforço e joguei ele no tobogã, pulando com os dois pés em cima dele, brincande de Wet'n Wild com o sangue. Maravilha. Tava me preparando pro toque final enquanto ele ainda agonizava. Eu odeio arte moderna, coisa de depravado. E ainda, segundo tomei conhecimento antes de vir pra cá, o indivíduo era fashion. Tava pedindo.





De repente, minhas antenas de vinil apitaram como nunca.
Cena 7 (número cabalístico ou que-seja) - interna - escritório - noite
(Jonh Frusciante é legal, me faz sentir adolescente de novo, experimentando com os pedais da guitarra)
Hora de dar uma pulada fastfowardesca na história, como se dá em Lost, mas sem muito mistério. Não vou botar o Elviro parecendo Marcelo Camelo.

Tem gente reclamando que o blog é confuso. No setor de achados e perdidos tem uma menina mexendo no chiclete com a ponta dos dedos. Ela vai te explicar que é tudo culpa dessas madrugadas silenciosas folgadas de sonos que já se foram.
Excesso de carboidratos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Cena 1 - interna - quarto - dia
Eu posso ouvir, debaixo das cobertas, as garras se arrastando do lado de fora, rasgando o concreto das paredes e se instalando debaixo da minha cama. Eu entendo. É o único lugar sem sol, sem luz e sem meu calor que não debaixo dos meus cobertores.
Assim, como se nunca tivessem estado lá, as garras se orientam em função do vento e dilaceram as meias perdidas debaixo da cama e do pó. Elas rasgam o outro lado contrário ao da abertura e lá dentro se escondem, atravessando o túnel de 95% de algodão e, ao chegarem do outro lado, não existem.
É aí que eu descubro que elas são meus dedos, e eles estão logo ali, se não no papel, no escuro debaixo das cobertas que meus olhos não podem ver.
Todo filme é luz e sombras.

Cena 2 - externa -pátio - dia
Absorto em pensamentos.
A pomba cai e eu me lembro do meu velho estilingue. Meu velho estilingue. Eu nunca vi uma pomba morrendo. Então eu escrevo não para que os outros não esqueçam da pomba que morreu, mas para que eu não me esqueça da pomba que morreu (e se eu escrevo dela aqui, eu já começo a me esquecer).
É pelas pombas todas

Cena 3 - externa - dentro do crânio - mesma coisa
Dá pra acreditar que eu nunca vi um guaxinim, mas mesmo assim eu sei como ele é?
Eu posso até descrever.

Cena 4 do Ato I
Quando as coisas se misturam, tudo fica mais difícil.
Neste filme não tem música. Deixa ela dançar por aí do lado de fora da sala.
Quando eu era mais moço, eu tinha o tesão do Proust ao contrário. Não era aquele tesão do moleque do Em Busca do Tempo Perdido por estranhas que passam ao longe. Eu tinha tesão de conhecer mulheres. Depois disso eu travava. Eu já conhecia demais pra fora pro buraco estranho de dentro.

Sem créditos, porque é muita solidão.

Cena 473 (não 5, porque tem que ter uma lógica) - eu espero o dia amanhecer - interna - dia
O tempo passa mais rápido quando você tem o que fazer. Como é que eu não posso colocar água fervente no pó do café se logo ao tirar do fogo a água já desce e não ferve mais?
Eu nunca soube separar as coisas, nunca fui bom nisso.

Cena 6 - interna - Papua Nova Guiné ou meu apartamento - hora mágica (isso significa que teremos pouco tempo para filmar)
É nesta cena, um plano-sequência, que a platéia descobre que o roteiro é autobiográfico, que ele fala de si mesmo.



Isto aqui é muito mais pessoal do que pode aparecer. Se eu não tiro esses personagens da minha cabeça, eles me tiram de lá.

Em breve, no Diário Pulp!!!

Filmes snuff!


Mulheres gostosas!




(e caras também!)




Invasões intergalácticas!




Cabeças explodindo em câmera lenta!




Estrelas em situações embaraçosas!





Somente o melhor conteúdo, pra família toda!!!

Diário Pulp, o diário que você queria e que veio errado!!!

Hell's Angel - 3

Eu tô mijado desde sei lá que horas, mas não era nem noite ainda. Mesmo assim, a gente parece que atrai mais gente do que o metrô de Tóquio. As pessoas acham que seguranças de celebridade só servem pra barrar paparazzi folgado e fã sem noção. Coitados, eles nem imaginam quantas vezes esses caras já me botaram de pé e foram me empurrando junto com meu empresário pralgum lugar.
Que é, aliás, exatamente a mesma coisa que tá acontecendo.
Tá bom, eu admito, eu andei bebendo desde a hora que eu descobri que o mundo tá prestes a bater as botas. Talvez mais do que eu devesse na minha idade. Mas. Sei lá. Acontece, porra, vai tudo queimar mesmo.
Não é de se espperar uma reação dessas dum cara que é obrigado a ver tudo aquilo do nada, sem o menor aviso antes?
Eu aposto que Noé ficou uma semana se borrando antes de pensar em pegar num martelo.
Acho que vou perguntar pro meu empresário aqui do lado, peraí. É que ele é judeu. É o único judeu que eu conheço que não sabe ganhar dinheiro direito.
Por falar nisso, agora que eu parei pra pensar nisso, como é que ficam as coisas com esse pessoal dele aí? Porque, na real, se tu existe mesmo, me fala ai, ele vai pro inferno ou pro céu?
Eu, eu já sei que vou pro inferno. Esse é o preço que eu paguei pela minha voz.
- Pouwrrrrra, cara, que diabos cê acha que tá fazendo levando uma estrela premiada com cinco grammy pruma merda de karaokê? Eu demando ser deixado na minha cama de hotel com uma agulha enfiada no braço!
- Fica quieto, John, isto aqui não é lugar pra falar besteira.
- Não se preocupa, cara, que ela acabou de me dizer que tu vai pro céu independente de qualquer coisa, se for bonzinho, então não precisa aposentar o chapéuzinho não...
A gente atravessa uma porta no fundo da espelunca, um bando de modelos passeando por lá, os empresários cheios da grana cantando abraçando elas e tudo mais, eu achando que isto aqui era só um karaokê, acho que é mais que isso.
- Meu amigo Bruce Wayne, olha ele lá! Eu quero ir com meu amigo Bruce Wayne...

CUT TO

Cena 2 - interna - karaokê lotado em Tóquio - noite





- Santa pontuação, Bat., digo, Bruce!
Bruce Wayne, totalmente embriagado, escolhe outra.
- No one knows what it's like... To be the Batman...










Uau, anotou a placa? Ela é quase tão bonita quanto você, menina. Não tem como o Chefe me dar uma ajudinha nessas horas, não?
Ei, se anjo não tem sexo, como é que eu sei que tu é uma anja?
Me deixam parado na frente duma mesa enorme. Na outra ponta dela, alguém limpa a garganta.
- Tem algum charuto cubano aí? Cês sempre têm deles na gave...
Filha da mãe.


- Olá, John. Tudo bem? Como vai a voz, funcionando?
Eu me sento caindo em cima da cadeira meio que sem querer.
- Eu tô cansado, tive um show hoje e meus amigos me largaram mijado no meu camarim sem ninguém.
- Melhor assim, John. Assim vai demorar um pouquinho pra você sentir a pontada.
Algo pinica dentro da minha cabeça. Que merda é essa? Eu não consigo me mexer!
- Daqui a pouco nós vamos poder conversar sobre tudo que você anda guardando dentro dessa sua cabecinha preciosa, John.
Eu vou apagando aos poucos, não sinto mais nada, só a agulha no meio da minha cabeça, bem no meio. Na outra ponta dela, um daqueles televisores de plasma de última geração, enorme, japô

doutrolado e adiante - 1








A menina de novo. A imagem dela, sem que o programa que eu criei pra rastrear ela consiga me dizer onde exatamente ela tá.
A única coisa que eu sei é que ela tá conectada, sempre conectada, sem usar nenhum computador.
- Acho que isto aqui é seu, ChIP.
- Não tenho tempo agora, cara, eu tô ajudando um amigo meu a fazer um troço importante.







Você não tem escolha. É chegada a hora.

Só tenho tempo de puta merda.
A informação inteira invade a minha cabeça duma vez só. Toda a verdade sobre o spam da criança no hospital que leva um dólar cada vez que a mensagem é repassada. A conta bancária... Dinheiro o bastante pra me deixar olhando pra zeros pro resto da minha vida.
Se eu ainda tivesse um corpo, eu tiraria umas férias pra sempre no Caribe.
- Peraí, e isso aqui tudo é pra quê?
Primeiro, a criança.
Um ponto verde apita no mapa - mais informação num ponto só do que em toda Nova Iorque.
Programo a trajetória da nave que tá levando o Elviro.
Justo lá, por que ela tinha que tá lá.
Mas o ponto continua apitando, nem se mexe.
São Francisco.
E tem algo muito, muito errado no que eu tô vendo.




terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Maliciosa Conspiração da Coca de Máquina! - 11


Elviro, tem alguma coisa errada acontecendo por aqui, cara. Os Muppets, eles tão completamente loucos, tão me enchendo o saco, não vai dar pra


Tinha um rastro de russos mortos atrás de mim maior do que a que Bourne deixou tentando pedir desculpas. Era a hora errada pro ChIP sumir. Em menos de um minuto a sequência de lançamento ia começar e, segundo meus cálculos, a distração que a gente tinha criado pra tirar a atenção das agências russas já deviam ter sido controladas. Ou seja, sou eu aqui de novo, alvo prioritário, caso de segurança nacional.
O lugar tá abarrotado daquelas máquinas de matar que custam milhões de dólares cada uma, cheias de si e de falhas. Eu esmigalho eles com tanta facilidade, que parece que as habilidades deles caíram mais do que as ações que encobrem e financiam o programa filha da mãe que treina esses caras.
Mas eles são muitos, e não param de aparecer. Isso confirma minhas suspeitas.
O Bowie quase teve um troço quando eu falei que ia fazer isso. E eu nem comi a ruivinha.
Quase chegando no corredor, é hora de abrir caminho. Menos de 30 segundos pra contagem. Eu empurro um monte deles e vou passando por cima, pisando, amassando, esmurrando, e deixo a galera pra trás com duas armas de brinde. Corro de costas, atirando neles.

- Nós não sabemos o que você está tentando fazer, querido, mas não vai dar certo.
Eu conheço essa voz. Dor de cabeça repentina. Puta merda. É o Eddy. Minhas mãos fraquejam e eu derrubo as armas.
- Vamos lá, Elviro, mostre pra nós o que você anda escondendo aí dentro...
Eu tremo e tento avançar. Como é que ele sabe? Cr.
Caralho, eu tenho que me segurar, não posso deixar vir agora, não agora.
- E-Eddy, seu viado i-idiota, voc-cê não sabe com que t-tá mexendo.
- Mas estou prestes a descobrir, não é?
Quinze segundos.
Eu consigo me abaixar e pegar uma das armas, atiro do lado da cabeça dele e ele perde a concentração. Mais um tiro, dessa vez na perna, certeiro. Quando ele se prepara pra sentir alguma coisa, eu enfio um soco na fuça cheia de frescura dele com gosto, puxo ele pelo cabelo da nuca e jogo o corpo mole dele pra cima, que bate com tudo e volta na direção do peito do meu pé direito, bem na boca do estômago. Daqui uma semana ele acorda. Se eu tivesse tempo, deixava um bilhetinho engraçado pra ele ler depois.
Não é nor
Eles me agarram

10
Eu agito os braços e pernas, eles tão desesperados tentando me conter, não querem que eu atinja o final do corredor de jeito nenhum. Os idiotas acham que vão conseguir cancelar o lançamento, mas o ChIP deve ter mexido tanto no sistema deles que a coisa deve tá russa até pra eles.
Me solto e atiro, correndo de costas, nenhum deles é ágil o bastante pra me alcançar.
Um deles começa a tirar o Eddy de lá, ele é valioso pra eles por algum mot
9
ivo
Mais um pouco, só mais um pouco. O mapa da base claro na minha mente, só mais uma virada à direita e eu chego lá. Duvido que a porta de segurança consiga me segurar. Os tiros passam do lado da minha cabeça, eu desvio deles como posso, calculo pelos sons que eles fazem, pelos disparos, probabilidades que minha cabeça despeja e eu nunca entendi como é que ela faz pra calcu
8
lar
Eu viro e vejo a porta, a janela, através dela a nave experimental, combustível o bastante pra dar uma volta bem maior do que a que eu tô planejando pelo espaço, e mais do que o bastante pra brincar de explodir coisas bem grandes
Eu me jogo contra a porta
7
arrebendo ela, ninguém mais na minha cola, minha velocidade é muito grande, eu corro na direção da torre tiros de todos os lados, lasers, câmeras, tudo mirando em mim, me seguindo, estudando meus movimentos, eu sei, decifrando finalmente, eles devem ter dados o bastante agora, não é possível, eles sabem
6
sabem do que eu tenho dentro da minha cabeça, talvez melhor do que eu, talvez eles conheçam até o meu passado eu vejo de canto de olho os coitados mexendo nos controles, tentando reverter os comandos mais um p
5
ouco e eu chego lá difícil vai ser entrar mas eu penso nisso depois no meio da contagem não é pos
4
sível que algum idiota se encoraje a se aproximar do calor danando que vai fazer quando essa belezura decolar eu subo as escadas um lance depois o outro pronto
3
tô bem de frente bem de frente é só correr alcançar não é normal aquilo lá que aconteceu com o Eddy lá atrás normalmente ele não seria um alvo tão fácil assim parecia que tinha alguém
2
comandando ele os olhos dele não eram os dele mesmo alguém sem a menor noção verdadeira de combate sujo vamos lá tô quase lá puta merda eu não
1
vou alcançar essa porcaria tudo isso pra nada eu ponho o capacete do traje DSD3.7 e torço pra esse troço ser tão bom quanto eles falam por aí e corro e
0
pulo e



explosão


gr........ud............o............c..........o.......m................min.........ha......s.........d..........ua............s...........m.................ã............os................na................f...........
.u..................sel......................ag.................e.............m..................su...................bo...................for..................ço..............os.......................br......................a
ç...................o..............s.................o....................ca..................lor.........................p..............ar...................e....................ce.....................q...................u..........
.....e.................v...................ai.....................de................rr.................eter.................................e.ss...................a...................me........................r.....................
.....da..............................d..................e......................ro........................up......................a......................an.....................t......................es....................de...........
...........e.................u....................co...................ns...............egu.............ir...................en.....................tra.............r..........(o///m////apa////na//////minh
ac///////////abeça/////////o/////////desenhod/////////////ana//////////veca///////////dêoChIP/////////////quandoeup//////////
///recisod///////////eleeueucheg////////////onaesco//////////////tilha///////////oarm///////////udandomuit///////////orápidomui//
//////////torápidoap////////////ressãoavelocida////////////deémuitovi//////////////roaescotilha////////////////nãoadiantanada||||||||||
||||||euenfioos||||||||||||||||||doisbraçosnaporta||||||||||||||||||eempurrooferro|||||||||||||pradentro|||||||||||||||entronanaveemear||||||||||||||||r
astoatéaaoutra||||||||||||||escotilCCCCCCCCChafechfechoelCCCCCCCCCCCCCacomtodafoCCCCCCCCCCCCCCrçaasalatáCCCCCCCCCClacrCCCCCCCC
CCCCadaeuCCCCCCCCCmandoarrumaraCCCCCCCCCCpressãoCCCCCCCe
((pronto,tô dentro.))




Respiro fundo, me seguro, o corpo todo tremendo, o cérebro querendo me engolir virar outra coisa












(crack.)


Aos poucos as coisas vão voltando ao normal. Essa foi por pouco.

ChIP? ChIP?
Cadê você, cara? Cê sabe que eu não vou conseguir fazer nada sem você! Aparece. Eu vou precisar de ajuda, agora mesmo!


Nos capítulos anteriores...